sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Polêmica envolvendo Siderópolis no Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos da Região Sul (Cirsures)

Mais uma polêmica envolvendo o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos da Região Sul (Cirsures) e moradores da Comunidade do Bairro Rio América (Ambra) vem à tona. Na sessão da Câmara de Vereadores de Urussanga da ultima terça-feira (10) o vereador Marcos Silveira (PT), o Marquinhos, mostrou seu posicionamento contrário à inclusão do município de Sideropólis no Consorcio que fica instalada no mesmo bairro.
Segundo o vereador, nestes dez anos o bairro não teve nenhuma vantagem expressiva em vista que está recebendo o lixo de seis municípios. “Estamos recebendo lixo de outras localidades, coisa que eles não querem, e não tivemos nenhum beneficio expressivo quanto a isso”.
O vereador reconhece que os municípios pagam para depositarem o lixo no aterro localizado no bairro, mas acredita que deveria ter uma valorização maior. “Uma das possibilidades disso melhorar são os royalties do lixo, e temos que brigar por isso. Pois é muito cômodo as outras cidades virem a depositar o lixo aqui e ir embora. Sabemos que é pago, porem somos nós que ficamos com o passivo”, declarou o vereador.
Para Marquinhos, o dinheiro vindo do Cirsures deveria ter outro destino, ao invés da aplicação para o saneamento básico. “Esse dinheiro vem especifico para o saneamento básico, e saneamento é obrigação do poder público, pois já pagamos tantos impostos para isso. Na comunidade temos outra opinião, parte dele deveria vir para a Associação para aplicação como bem entendêssemos claro, com as devidas prestações de conta”.
O vereador e presidente da comunidade, encaminhou na tarde de quarta-feira (11) um oficio para o Cirsures solicitando uma audiência com os moradores daquele referido bairro para tratar destes assuntos.
Sideropólis garante entrada no consórcio
Em conversa com o prefeito de Sideropólis, Alemão, garantiu que a partir de 1° de janeiro de 2014, Urussanga começa a receber o lixo daquele município, que é o sétimo consorciado. “A inclusão de Sideropólis já é certa, um novo terreno está para ser adquirido, e que já foi aprovado pelo Procurador da República, Darlan Ailton Dias. Este novo terreno é de cerca de 20 hectares e vai dar um prazo de vida útil mais alem para os consorciados”.
Segundo o prefeito, cerca de nove toneladas diárias serão depositados no aterro.
Informações repassadas pelo Cirsures, é que o governo Estadual fez uma indicação que o aterro teria a capacidade de comportar treze municípios para integrar o Consorcio.
Outra questão que vem chamando a atenção, é que a escritura, tanto do terreno atual, em que funciona o Cirsures e o novo terreno que será adquirido, nenhum pertence à comunidade do Rio América e sim ao bairro Rio Carvão. Essas informações foram repassadas pelo Engenheiro Ambiental, Thiago Maragno Biava.
O resto do lixo
Um dos problemas que a Cooperativa de Catadores do Rio América enfrentam é com relação o lixo que não serve para a reciclagem. Segundo alguns integrantes desta Cooperativa, parte destes municípios faz a reciclagem dos produtos melhores e apenas mandam o que não é rentável para a cidade. “Latas, papelão, pet e tantos outros materiais que ajudariam aumentar a fonte de renda, inclusive para a manutenção da Cooperativa fica nas cidades para algumas entidades, para nos só vem o resto do resto”, afirma um dos cooperados.

Fonte/texto: Rangel Quaglioto

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