terça-feira, 29 de outubro de 2013

Saudades, ex atleta sideropolitano Casagrande

Foto: Jaime Casagrande, terceiro da esquerda para a direita na fileira em pé do time do Figueirense do ano de 1973


Morre o nosso conterrâneo Casagrande. 
Casagrande, para quem não sabe, foi jogador de futebol. Iniciou suas atividades futebolísticas no Treviso, a gloriosa esquadra de Siderópolis, time do coração do prefeito e meu amigo Helio Cesa. O Treviso nunca chegou a ameaçar a superioridade do Itaúna, mas ainda assim era um grande time e, mais que isso, nosso principal rival, sem o qual nossas conquistas (do Itaúna) não teriam o brilho que tiveram. 

Casão era lateral direito no Treviso. Era um sujeito corpulento, como são os Casagrande, e tinha cabelos encaracolados, tal como Roberto Carlos. Seu futebol eficiente foi percebido pelo pessoal da Capital do Estado, e o Figueirense o contratou. Foi jogar na lateral esquerda. Destacou-se no campeonato nacional e logo foi contratado pelo Fluminense. Depois que encerrou a carreira, continuou a trabalhar no Figueirense, como auxiliar de goleiro ou coisa do gênero.

Era generoso. Certa feita, eu, estando em Floripa, cismei de fazer um teste no Figueira. Falei com Joceli, irmão do Casagrande, Joceli falou com o Casa e ele me arrumou uma vaguinha em um treino. Entrei no vestiário e dei de cara com aqueles jogadores conhecidos, entre os quais estava o zagueiro Levir Culpi. Casão me arrumou um par de chuteiras, eu estava fazendo o movimento para calçá-las quando de repente entra um dirigente no vestiário e me diz que não ia dar para eu treinar, que a torcida queria jogadores de nome e que aquele, portanto, não era o momento propício. Larguei as chuteiras e me fui. O futebol não perdeu nada, evidentemente.

Mas, agora, sabendo dessa triste notícia, me veio à cabeça essa história.

Dia desses, foi o Vanda. Agora, o Casagrande.

Nossos craques do passado parece que resolveram bater uma bolinha no gramado eterno.





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